quinta-feira, 19 de maio de 2011




Eu quero VLT em Salvador


Salvador passará por um momento histórico de mobilidade urbana na av. Paralela quando, no próximo mês, o Governo do Estado da Bahia escolherá entre dois modelos de transporte urbano de massa: o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que representa a modernidade e a eficiência, e o BRT, sigla em inglês criada para dar um ar diferente ao corredor de ônibus que ainda existe na cidade, que representa a manutenção de um modelo de transporte baseado em ônibus já ultrapassado e saturado.

O VLT é capaz de transportar até 750 passageiros por veículo de modo seguro, rápido (velocidade de 70km/h), confortável, utilizando energia limpa, com câmeras de segurança em todos os lugares - o que leva à menor probabilidade de assalto, conservando o verde da av. Paralela – com a instalação dos trilhos sobre a grama, com pontualidade - pois será mais automatizado, e integrado ao futuro metrô de Salvador.

Enquanto isso, o BRT transportaria somente 160 passageiros por ônibus, lento (até 30km/h), poluidor - necessita queimar milhares de litros de óleo diesel diariamente prejudicando o meio ambiente e elevando o calor em nossa cidade, e necessitaria reduzir o canteiro central da av. Paralela construindo com asfalto mais duas pistas. Sem falar na insegurança dos constantes assaltos a ônibus - gravíssimo problema que assusta quem utiliza o ônibus e que, certamente, será um fator contra a decisão da classe média de deixar o carro em casa e passar a utilizar o transporte de massa. Com o BRT, sistema patrocinado pelos empresários de ônibus, a cidade continuaria refém dos constantes aumentos do valor da passagem de ônibus e das interrupções das vias de acessos para protestos.

Centenas de cidades no mundo testaram e aprovaram o VLT, sobretudo as cidades européias e até mesmo no Nordeste do Brasil como Fortaleza, Juazeiro do Norte e Crato no Ceará, Recife e Maceió. São cidades que apostam no transporte público de qualidade para seus cidadãos.

O BRT, cada vez mais ultrapassado, ainda é utilizado em cidades de países subdesenvolvidos, como Bogotá, na Colômbia e Cidade do Cabo, na África do Sul. Para difundir o BRT o Sindicato dos Empresários de Ônibus de Salvador financiou a ida de vários jornalistas a Bogotá com tudo pago, isso demonstra o investimento que tem sido feito na mídia baiana pelo BRT.

A definição pelo VLT é apenas um começo para o estabelecimento de um novo modelo de transporte que alcançará as cidades de Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, enquanto que o BRT chegaria apenas ao aeroporto de Salvador. O investimento inicial no VLT é maior, mas o custo de manutenção mensal é menor – o que poderá tornar o valor da passagem mais barata. Os benefícios do VLT são infinitamente superiores ao BRT.

Participe deste movimento, faltam poucos dias, acesse o blog na internet – vltemsalvador.blogspot.com - participe das mobilizações que serão organizadas, convide a sua família, os seus amigos, colegas de trabalho, vizinhos e desconhecidos. Procure o(a) seu(sua) vereador(a) e deputado(a), diga-lhe que você quer o VLT. Vamos fazer uma corrente do bem pelo VLT. Por fim, assine o nosso abaixo-assinado.

Assine Agora

A cidade de Natal também adotará o VLT

A cidade de Natal implantará o VLT

O governo do Rio Grande do Norte e a prefeitura de Natal defenderam ontem (17) no Ministério do Esporte novos projetos de mobilidade urbana para a capital potiguar, uma das cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014.

Os projetos envolvem recursos da ordem de R$ 150 milhões para a reestruturação de corredores de transportes públicos e mais R$ 130 milhões para a primeira fase de implantação da infraestrutura de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ligando o bairro da Ribeira, em Natal, a Extremoz, município da região metropolitana. Os recursos pleiteados são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, do governo federal.

De acordo com a prefeita Micarla de Sousa, o projeto básico apresentado em Brasília deve ser aprovado até julho, quando deve começar a elaboração dos projetos executivos. “Esperamos que a resposta positiva seja dada em até dois meses.”

Operacionalidade

A proposta da infraestrutura a ser implantada vai melhorar a operacionalidade do sistema de transporte público da cidade nos aspectos de segurança, acessibilidade, rapidez nos deslocamentos. A prioridade é dada aos usuários do transporte coletivo, permitindo a integração da rede urbana e, no futuro, da rede metropolitana nos aspectos físicos e tarifários.

O projeto consiste na implantação de 31 km de corredores exclusivos e semi-exclusivos, dotados de uma sinalização horizontal e vertical, reformulação de abrigos de passageiros, recapeamento asfáltico e concretagem nas áreas de frenagem e corredores exclusivos, bem como acessibilidade universal nos passeios.

A secretária de Mobilidade Urbana de Natal, Elizabeth The, estima que os projetos beneficiem até 500 mil pessoas.


O Instituto dos Arquitetos do Brasil na Bahia critica o BRT criticou a escolha do Bus Rapid Transit (BRT), sistema de ônibus expresso, como saída para desafogar o trânsito na capital baiana e promover melhorias viárias para a Copa do Mundo de 2014. Em documento divulgado nesta terça-feira (12), durante o Seminário de Acompanhamento das Ações para Realização da Copa 2014, no Hotel Othon Palace, a entidade considera que as obras para o evento devem ser pautadas em planejamento de médio e longo prazo “para evitar que não se invista recursos públicos em obras inadequadas”. De acordo com o IAB, um exemplo de recursos mal aplicados seria a escolha do BRT para ser implantado, por exemplo, na Avenida Paralela, quando, conforme a entidade, há quase uma unanimidade entre os especialistas em mobilidade urbana de que esta é considerada a pior opção. “A realização da Copa não pode atropelar a cidadania para atender pressões de interesses corporativos que, literalmente, desperdiçarão recursos públicos”, dispara a instituição.


Outra crítica do IAB é com relação à falta de informações detalhadas sobre os valores dos investimentos que serão feitos nos projetos de mobilidade em 10 das 12 cidades-sede. “À exceção do Rio e de Recife, não existem planos urbanísticos para canalizar os investimentos para o evento”, diz o documento. Neste sentido, também é criticado o modelo de envio dos projetos em prol do fluxo viário através de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), conforme proposto pelo governo estadual. Para os arquitetos, não há participação da sociedade civil na discussão dos projetos. Para o instituto, a modalidade “não garante a participação da população no processo de escolha”, portanto, não é democrática.

O BRT de Bogotá não deve ser modelo para Salvador

O BRT de Bogotá na Colômbia é a grande estrela da mobilidade urbana de corredor de ônibus em Salvador proposto pela prefeitura e apoiado pelos empresários de ônibus. Mas não se engane, o sistema é bruto!

Estações e ônibus superlotados, filas e longa espera nas estações, o não cumprimento de horários e os frequentes acidentes são alguns dos problemas comuns do modelo que querem para Salvador. Veja imagens do BRT de Bogotá:
Superlotação nas estações e ônibus

Protestos frequentes devido a deficiência do sistema


Porque nos movimentarmos agora:


Grigo aqui pode tudo!!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pilotos americanos que causaram morte de 154 pessoas pegam 4 anos e 4 meses de detenção em regime semi-aberto, convertido em prestação de serviço



Lepore e Paladino terão que prestar serviço em instituição brasileira na América
Os pilotos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore, acusados de causar um dos maiores acidentes aéreos da história brasileira há cinco anos, foram condenados a 4 anos e 4 meses de detenção em regime semi-aberto. A decisão, proferida ontem pelo juiz da Vara Federal Única de Sinop, Murilo Mendes, reverteu a pena em prestação de serviço e proibição do exercício da profissão. Cabe recurso.

Conforme a sentença, os pilotos terão que prestar serviços comunitários em uma repartição brasileira dos Estados Unidos, local de origem, por tempo a ser definido pelo juiz de Execuções Penais
. Assim como a proibição do exercício da profissão, ou seja, a apreensão dos documentos necessários para a atividade só acontecerá depois de transitado em julgado o processo.























O juiz não acolheu o pedido do Ministério Público Federal (MPF), autor da acusação, de que os pilotos deveriam reparar os danos causados às famílias das vítimas. O magistrado argumentou que, para se reparar danos, é preciso haver nos autos elementos que permitam chegar a uma estimativa.

Para o Ministério Público Federal, os pilotos foram negligentes no momento da elaboração do plano de voo, por não informar ao controle que a aeronave conduzida por eles, o jato Legacy fabricado pela empresa brasileira Embraer, não possuía autorização para voar em espaço aéreo com separação vertical reduzida (RVSM). Também acusou os pilotos de manterem desligado o TACS (sistema anti-colisão) do avião
durante todo voo, conforme laudo produzido por perito e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa).

O acidente causado pelos pilotos, conforme decisão da Justiça Federal, ocorreu em setembro de 2006,
sobre a Floresta Amazônica, no extremo norte de Mato Grosso. O jato conduzido pelos americanos colidiu com o Boeing 737 da Gol Linhas Aéreas, onde estavam 154 pessoas, entre passageiros e tripulação. O voo da empresa aera partiu de Manaus, faria uma escala em Brasília (DF) e seguiria para São Paulo.
















O jato Legacy conseguiu manter o controle e pousou na Base Aérea da Aeronáutica na Serra do Cachimbo, no Pará. O Boeing já não teve o mesmo
destino. Todos os ocupantes morreram na queda do avião.

Os destroços do Boeing da Gol foram encontrados, primeiramente, por índios da região da floresta, dentro do município mato-grossense de Peixoto de Azevedo. A FAB levou dias para avisar partes da aeronave. O tempo gasto para retirada de todos os corpos foi de cerca de um mês.

O crime imputados aos pilotos é de expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea, ampliado em dobro. CONTROLADORES – Quatro controladores de voo também foram denunciados pelo MPF como causadores do acidente. O juiz Murilo Mendes julgou o caso em 2008, absolvendo sumariamente Felipe dos Santos Reis e Leandro José Santos de Barros; desclassificando da modalidade culposa a conduta de Jomarcelo Fernandes dos Santos, e absolvendo parcialmente Lucivando Tibúrcio de Alencar.

Agora, vá você e atropele um americano apenas lá. Não precisa matar não, apenas mutile. Aposto como você ficará preso por muito, mas muito tempo, irá pra Guantanamo, ficará com os acusados de terrorismo, e será tratado como tal, será estrupado, espancado, torturado, sofrerá ameacas a família, e se sair trará lembrancas na mala Yanke.
Você acredita que o Itamaraty vai fazer algo por você? Você é só um dos 180 milhões, e não vale a pena se indispor comercialmente com outros países por você, seu otário!!

Será que o Juiz Murilo Mendes agora ganhará um visto permanente e extensivo, uma pencão e um imóvel em uma praia norte americana?

Palhaçada de novo Sistema de Transporte de Salvador

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Depois de gastar R$ 1,3 (um bilhão e trezentos milhões de Reais) em pouco mais de 15 anos desde o seu início de projeto, o metrô de Salvador caiu na descrença popular, e na boca de críticos da paciência baiana, que agora tem mais este argumento para nos ver como preguiçosos, e vadios.
Na verdade, ainda estamos digerindo uma política carlista que manipula tudo, por mais técnico que seja via política baiana, gerando rios de empréstimos para campanhas políticas, e mares de desvios de orçamento para o pagamento das dívidas partidárias.
Agora, o transporte público de Salvador e Região Metropolitana é alvo de especulação do mesmo grupo construtor que lucrou com as alterações no projeto licitado do metrô, porém agora, eles vem junt com os lobistas do Sindicato dos Empresários de Transporte de Salvador - SETPS.

O BRT nada mais é do que a aquelas vias exclusivas que tinhamos nos vales do Ogunjá e Vasco da Gama, e que viviam congestionadas, castigando o pobre que dependia do ônibus para trabalhar e para seu lazer.

Abaixo, veja o que está sendo feito, e quem estará ganhado com a escolha do BRT para modalidade de transporte oficial da Copa de 2014, apoiado pelo Governo do Estado, Prefeitura de Salvador, Lauro de Freitas e outras entidades ligadas a máquina pública atual.

BRT e metrô são opções favoritas para ligação com Lauro de Freitas
09 de Maio de 2011

Não é impossível, mas muito difícil que o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) vença a disputa com o BRT (Bus Rapid Transit - Trânsito Rápido em Ônibus, em português) e o metrô para ser implantado no acesso norte de Salvador (interligando a avenida Paralela e o município de Lauro de Freitas). Foi isso que disse ontem Alberto Valença, coordenador do Grupo de Trabalho Executivo (GTE), formado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), Casa Civil estadual e as secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e da Fazenda (Sefaz).

O GTE é responsável por analisar as propostas de mobilidade urbana apresentadas por sete empresas e consórcios na semana passada. “Se dos sete, nenhum deles escolheu o VLT, com certeza não foi porque eles esqueceram. Acredito que analisaram e não acharam vantajoso”, afirmou Valença, após palestra sobre o assunto dada pelo secretário Zezéu Ribeiro na sede do Conselho Estadual de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea).

Ao ser questionado se a disputa estaria agora entre o BRT e o metrô, Valença reforçou: “É o que parece”. A decisão final, porém, não tem prazo para sair. Apenas os estudos preliminares foram apresentados até o momento, e as análises finais serão entregues pelas empresas até o próximo dia 30.

A primeira reunião do GTE acontece hoje e, apesar de Zezéu insistir que “BRT e VLT não é Ba-Vi” e que “o tipo de tecnologia é o que menos importa, desde que tenha o melhor custo-benefício”, os grupos defensores de um e de outro modelo prometem levar a discussão adiante.

“O VLT é caro e demorado. A população que anda de ônibus precisa de uma solução rápida”, defende Afonso Celso, coordenador do movimento Mobilidade Urbana, a favor do BRT. Ele estima que com os R$ 2,5 bilhões liberados pelo Ministério das Cidades, daria para construir 80 quilômetros de BRT, contra 21 quilômetros de VLT.

Já Antônio Luiz, que coordena o movimento Eu Quero VLT, argumenta que o veículo sobre trilhos transporta mais gente, é mais durável e menos poluente. “Temos que pensar a longo prazo”, diz.

Fonte: Correio
____________________________________________

Secretário fala sobre mobilidade urbana em palestra no Crea

Os principais aspectos do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) de Mobilidade Urbana para o Acesso Norte (Salvador-Lauro de Freitas) foram destacados pelo secretário do Planejamento, Zezéu Ribeiro, nesta segunda-feira (9), durante palestra no auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-Ba). Na apresentação, o secretário reiterou a postura do Governo da Bahia de não defender previamente a adoção de nenhum modal de transporte.

No dia 2 deste mês, sete das dez empresas e consórcios habilitados a participar da PMI apresentaram seus projetos preliminares. O dia 30 próximo é o prazo final para entrega dos projetos definitivos. Zezéu pontuou as vantagens de realizar uma PMI, entre as quais viabilizar Termos de Referência mais consistentes para editais de licitação complexos, reduzir assimetria de informação entre empreendedores e administração pública, além de transferir custos de estudos e pesquisas preliminares ao setor privado.

O presidente do Crea, Jonas Dantas, enfatizou a necessidade de “desconstruir a ideia de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e BRT (Bus Repid Transit) como um jogo do BA x VI”. Ele também destacou a necessidade de uma discussão que suplante a questão da Copa 2014 e contemple a necessidade dos cidadãos que utilizam o sistema de transporte no seu cotidiano.

Zezéu Ribeiro referendou a opinião do presidente do Crea. Segundo ele, a definição do modal a ser implementado deve levar em consideração aspectos como a integração tarifária, física e operacional com outros meios de transporte existentes na cidade. “É necessário que toda a sociedade participe dessa discussão”, convocou.

Fonte: Agecom
_____________________________________________

Sedur publica lista de empresas interessadas no projeto de mobilidade

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano - Sedur publicou hoje (31), no Diário Oficial a lista das empresas que participaram do Processo de Manifestação de Interesse – PMI. O PMI tem como objetivo convidar as empresas a apresentar estudos preliminares de viabilidade técnica, avaliação ambiental, econômico-financeira e jurídica, para estruturação de projeto de transporte público metropolitano entre Salvador e Lauro de Freitas.

As empresas autorizadas terão o prazo de 30 dias corridos para apresentação dos projetos preliminares e 60 dias corridos para apresentar os projetos, estudos, levantamentos ou investigações.

Veja abaixo a lista das empresas autorizadas:

- CONSÓRCIO ODEBRECHT TRANSPORT S/A CNPJ: 10.143.462/0001-11 / SETPS – SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DE SALVADOR; (Ganhadora antes de concorrer. Já há ônibus comprado em Salvador para o sistema BRT, sistema apoiado financeiramente pelo Loby do SETPS)

- CONSÓRCIO GEOHIDRO CONSULTORIA SOCIEDADE SIMPLES LTDA / IBERINSA DO BRASIL ENGENHARIA LTDA;

- CONSÓRCIO CAMARGO CORRÊA INFRAESTRUTURA S/A / CONSTRUTORA ANDRADE GUTIERREZ S/A;

- ATP ENGENHARIA LTDA;

- HISA ENGENHARIA LTDA;

- METROPASSE - ASSOCIAÇÃO BAIANA DE TRANSPORTES METROPOLITANOS;

- CONSTRUTORA QUEIROZ GALVÃO S/A;

- VETEC ENGENHARIA LTDA;

- PVARQ – PRADO VALLADARES ARQUITETOS LTDA;

- INVEPAR – INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES EM INFRAESTRUTURA S/A.

Fonte: Ascom/Sedur

Mudança no Código Florestal é ‘retrocesso’, diz MPF

Mudança no Código Florestal é ‘retrocesso’, diz MPF

Parecer foi elaborado por peritos em engenharia florestal.
Documento afirma que novo Código reduz proteção ao meio ambiente.

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta terça-feira (10) parecer em que avalia as mudanças no Código Florestal como “retrocesso” à preservação do meio ambiente no Brasil. A análise do texto, elaborado pelo relator do novo Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), foi feita por dois peritos em engenharia florestal a pedido da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, que cuida de questões ambientais.

“[O novo Código] admite que a Reserva Legal de pequenas propriedades seja composta apenas pela vegetação remanescente, anistiando a recuperação das áreas degradadas”, afirma o documento.

De acordo com o documento do MPF, em vez obrigar desmatadores a recuperar as terras degradas, o novo Código propõe a recuperação apenas com vegetação remanescente. Para os peritos do MPF, essa medida acabaria com a obrigação de recuperar essas áreas de preservação.


O Código Florestal é a legislação que trata sobre a preservação ambiental em propriedades rurais. A polêmica sobre o assunto fez com que a votação do novo código, que estava prevista pra esta terça, foi adiada para esta quarta-feira (11).

Além disso, o parecer alerta para o risco das mudanças envolvendo a reserva legal. O novo código prevê a soma dessas áreas de reserva com as Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são os locais mais frágeis, como beira de rios, topos de morros e encostas, onde a vegetação original deve ser protegida.

“A área de reserva legal que deixará de ser recomposta será correspondente a 3,2 módulos fiscais para imóveis situados em área de florestas na Amazônia Legal, dois módulos fiscais para imóveis situados em área de cerrado na Amazônia Legal e de 0,8 módulo fiscal para imóveis situados em área de cerrado na Amazônia Legal e em todas as formações e regiões do país, o que reduz a extensão de área protegida”, afirmam os peritos no documento.

O parecer critica ainda a retirada ou redução de proteção de dunas, manguezais, várzeas e topos de morros. Além disso, segundo o documento, a substituição da palavra “preservada” por “conservada” no conceito de Áreas de Preservação Permanente (APPs) pode ser um risco para o meio ambiente.

“Enquanto a preservação pressupõe a não-utilização, a conservação pressupõe o uso racional. A preservação é mais rigorosa, portanto”, afirma o documento do MPF.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Promotora e marido acusados de corrupção são soltos

O ministro Napoleão Maia, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou na quinta-feira, 28, a soltura da promotora de Justiça Deborah Guerner, e do marido dela, o empresário Jorge Guerner. Investigados por suspeita de envolvimento num esquema de corrupção no Distrito Federal que ficou conhecido como mensalão do DEM, os dois estavam presos desde o dia 20 por ordem do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

O TRF tinha concluído que os dois tentaram atrapalhar as investigações e que havia o risco de fuga. Reportagem publicada na quarta, 27, pelo jornal O Estado de S. Paulo revelou documentos e imagens que comprovam que Deborah teve a ajuda de um psiquiatra para simular um distúrbio mental e atrapalhar as investigações.

Deborah e Jorge Guerner estavam presos na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A prisão preventiva tinha sido pedida pelo Ministério Público, que acusou o casal de forjar provas para simular uma incapacidade mental. Os dois foram presos em casa logo após retornarem de uma viagem pela Itália.

De acordo com a defesa do casal, ao conceder uma liminar determinando a soltura dos Guerners, Napoleão Maia concluiu que eles nunca estiveram impedidos de sair do País e que, se houvesse falsidade nos atestados, isso não influenciaria na perícia oficial. Segundo o ministro, a prisão foi decretada de forma antecipada, o que não está de acordo com a proteção que o sistema jurídico garante ao direito de ir e vir.

Fonte: Agência Estado

A ditadura no Brasil ainda fede!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

RIO DE JANEIRO - Deixar que a bomba explodisse em seu colo não foi o único erro do sargento Guilherme Pereira do Rosário na noite de 30 de abril de 1981, no Riocentro. O "agente Wagner" do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI I), principal centro de tortura do regime militar no Rio, também levava no bolso uma pequena agenda telefônica, contendo nomes reais, e não codinomes, e respectivos telefones, de militares e civis envolvidos com tortura e espionagem. Quatro deles eram ligados ao "Grupo Secreto", organização paramilitar de direita que desencadeou uma série de atos terroristas na tentativa de deter a abertura política.

Havia ainda nomes-chave da polícia fluminense, como o chefe de gabinete do secretário de Segurança e o chefe da unidade de elite policial da época, o Grupo de Operações Especiais, mais tarde Departamento Geral de Investigações Especiais, setor especializado em explosivos que tinha a responsabilidade de investigar justamente atentados a bomba como os patrocinados pelos bolsões radicais alojados na caserna.

Trinta anos depois do atentado que vitimou o próprio autor e feriu gravemente o então capitão Wilson Machado, O GLOBO localizou a agenda e identificou metade dos 107 nomes e telefones anotados pelo sargento. De oficiais graduados a soldados, de delegados a detetives, Rosário tinha contatos em setores estratégicos, como o Estado-Maior da PM e a chefia de gabinete da Secretaria de Segurança, além de amigos ligados a setores operacionais, como fábrica de armamento e cadastros de trânsito.

Terror de direita usou paraquedistas

A rede formada por esses contatos mostra onde se apoiavam as ações dos insatisfeitos com a abertura. Na segunda metade dos anos 70, o governo Geisel determinou a desmobilização da máquina de torturar e matar nos porões do regime, que mudou de direção, indo da brutalidade para ações de inteligência, com a reestruturação dos DOIs. Descontentes com as mudanças, sargentos como Rosário, sobretudo os paraquedistas arregimentados anos antes pela repressão, transformaram-se em braços operacionais de grupos terroristas de extrema direita. Rosário e sua turma foram buscar na ação clandestina, fora da cadeia de comando, o poder gradativamente perdido.

Recolhida pelo então tenente Divany Carvalho Barros, o "doutor Áureo", também do DOI, pouco depois da explosão, a agenda de Rosário só seria submetida à perícia 19 anos depois, em abril de 2000, no segundo IPM sobre o atentado. Porém, desde que o caso foi arquivado, naquele mesmo ano, o caderninho marrom, do tamanho da palma da uma mão e que trazia em seu cabeçalho a prece "Confio em Deus com todas as forças e peço a Deus que ilumine o meu caminho e toda a minha vida", permanecia esquecido em um envelope, num dos anexos do volumoso processo sobre o caso, no Superior Tribunal Militar (STM).

Para montar a rede do sargento, foi preciso cruzar nomes e números da agenda com catálogos telefônicos da época, e com telefones e endereços atuais, bem como outras fontes de informação. Para entender a rede, a lista de contatos foi dividida em cinco segmentos: integrantes do Grupo Secreto, do qual Rosário era provavelmente ativo protagonista; a comunidade de informações (incluindo militares até hoje envolvidos com arapongagem); agentes da Secretaria estadual de Segurança (polícias Civil e Militar, como integrantes do serviço de inteligência e de grupos de peritos em explosivos); representantes da sociedade civil, como empresas de construção civil e de equipamentos elétricos; além de um sub-reitor da Uerj que consta como tendo auxiliado quadros da repressão; e até meios de comunicação, cujos telefones seriam usados pelos terroristas para a comunicação de atentados.

IPMs ignoraram nomes da agenda

O atentado do Riocentro foi alvo de dois inquéritos policial-militares do Exército. O primeiro, em 1981, foi considerado farsa ao concluir que o sargento e o capitão foram vítimas, e não autores da ação. Já o segundo IPM, provocado pela reabertura do caso em 1999, mudou a versão oficial, comprovando o envolvimento da dupla do DOI, além de um oficial (Freddie Perdigão) e um civil (Hilário Corrales), mas ninguém foi levado a julgamento: o STM entendeu que os autores estavam cobertos pela anistia.

A agenda, porém, nunca foi considerada como pista para o esclarecimento do atentado e da ação dos terroristas do período. Se os investigadores se detivessem nos nomes anotados, teriam descoberto, por exemplo, que o aviador Leuzinger Marques Lima (para Rosário, Léo Asa) , um dos nomes do Grupo Secreto, participara da Revolta de Aragarças, contra o governo JK, ainda nos anos 50. No episódio, Léo Asa envolveu-se no sequestro de um avião da Panair e planejou com outros revoltosos jogar bombas nos palácios das Laranjeiras e do Catete.

Outro do Grupo Secreto no caderno de Rosário era o general Camilo Borges de Castro, cujo telefone pessoal reforça a tese de que o terror agia fora da cadeia de comando, sem respeitar a hierarquia. Castro era amigo do marceneiro Hilário Corrales, civil que integrava o grupo e que teria montado a bomba que colocaria Rosário na História política do país. O irmão de Hilário, Gilberto Corrales, também teve o nome anotado na agenda.

O coronel do Exército Freddie Perdigão Pereira foi o quarto nome do Grupo Secreto encontrado no caderno de Rosário. Apontado pelo projeto Brasil Nunca Mais como notório torturador, era o "dr. Nagib" do DOI I e da "Casa da Morte", em Petrópolis. Na época do Riocentro, estava na Agência Rio do SNI. O general Newton Cruz, chefe da Agência Central do órgão, chegou a admitir que Perdigão lhe falou do atentado antes de ele ocorrer.

Da Secretaria de Segurança, havia integrantes das polícias Militar e Civil com algum tipo de relação com o atentado. Um dos PMs na agenda, o segundo-tenente José Armindo Nazário, trabalhava no Estado-Maior da PM - justamente a unidade que deu ordem para suspender o patrulhamento no Riocentro na noite do atentado. Nazário também era ligado à inteligência da PM, a P-2. Em 69, foi designado pelo general Emílio Médici, então chefe do SNI, para servir em Brasília; em 73, foi para a divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça.

Outro nome do caderninho é o do coronel da PM Hamilton Dorta, ex-sargento do Exército e chefe da P-2 de vários batalhões da PM nos anos 1970. De 1978 a 1981, ele foi subdiretor de segurança externa da Secretaria de Justiça, cargo ligado ao Desipe, no qual cuidava da inteligência de movimentações de presos comuns e políticos, e também da segurança de presídios, para evitar, por exemplo, ações de resgate. O telefone associado a Dorta na agenda pertencia ao Departamento Penitenciário da época.

Da Polícia Civil, um dos nomes identificados é o do delegado Sérgio Farjalla. Ex-instrutor de tiro da Academia de Polícia, ele também foi ligado à Delegacia de Polícia Política e Social (DPPS), órgão que investigava atentados a bomba na época. Mais tarde, Farjalla se tornaria um dos primeiros especialistas em efeitos especiais do país e abriria uma empresa especializada.

A agenda registra ainda o telefone de "Solange Tavares - esposa dr. Ilo". A advogada Solange era mulher do delegado Ilo Salgado Bastos, chefe de gabinete do secretário de Segurança nos anos 80 - na época, o secretário era Olavo de Lima Rangel, ex-Dops. Nessa função, Ilo, ex-Dops, ex-DPPS e próximo de alguns dos "Doze Homens de Ouro" da polícia, coordenava todas as delegacias distritais do Rio. Na secretaria, era um dos poucos a ter uma espécie de "telefone vermelho", um aparelho sem discador, só para receber ligações diretas do secretário.

A maioria das pessoas que constavam da agenda e que foram contactadas pela reportagem disse não se lembrar do sargento, mas não soube explicar por que seu nome estava na agenda.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/04/23/agenda-do-sargento-que-morreu-no-atentado-no-riocentro-revela-apos-30-anos-rede-de-conspiradores-do-periodo-924305027.asp#ixzz1KXrKGaiY
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

CREA/CONFEA e a Atribuição da Engenharia Ambiental

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Desabafo sobre a desatençã do CREA/CONFEA a Eng. Ambiental

paragdp@confea.org.br,
gci@confea.org.br,
gri@confea.org.br,
gac@confea.org.br,
gpg@confea.org.br,

gpp@confea.org.br,
acom@confea.org.br
data20 de abril de 2011 10:51
assuntoErro na Revista CREA nº 34 (Jan-Fev-Mar 2011)
enviado porgmail.com

Em propaganda divulgada atrás da Capa da revista do CREA nº 34, me deparei com uma maquete onde apontava as atuações dos profissionais ligados ao CREA dentro da sociedade, porém uma atribuição da ENGENHARIA AMBIENTAL (RESOLUÇÃO Nº 447, DE 22 DE SETEMBRO DE 2000) foi creditada a Geografia (Lei 6664 de 26/06/1979).

Estou certo das atribuições das duas Graduações, dos conhecimentos adquiridos paralelo ao tempo de formação e que não estão descritos em grade currícular, e da ação profissional constante de melhorar a qualidade de vida nos ambientes urbanos, tanto executando ações de saneamento, conscientização social, balanciando as pressões antrópicas sobre as áreas vegetadas, e em outras ações inerentes ao trabalho e aos resultados do Eng. Ambiental neste contexto.

Espero ser entendido de forma total, e que o CONFEA/CREA, orgão consultivo, orientador, e executor de fiscalização sobre os profissionais e cumprimento das suas atribuições não cometa novamente este erro, deixando a margem os profissionais cadastrados no Orgão, e mais, ferindo os pricípios e vocações em detrimento do favorecimento de outras áreas com mais tempo de atuação, não se importando com a qualidade/finalidade do serviços prestados aos interesses sociais e humanos.

Segue o disabafo, e a solicitação de correção do erro, tão coigido pela instituição que é o Conselho Federal é a instância máxima à qual um profissional pode recorrer no que se refere ao regulamento do exercício profissional.

Não Compre Na Loja Virtual da HP ou pela Ponto Frio. Roubada!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Adquiri uma impresora HP no site da HP (www.lojahp.com.br), onde a diferença de preço para as demais grandes lojas virtuais não era superior a R$ 40,00. Em função do Nome HP, e de o site estar anunciando não cobrar a taxa de entrega, me encorajei e fiz a aquisição.

LINK: http://imagemeimpressaoparavoce.lojahp.com.br/Multifuncional-HP-Deskjet-2050-Colorida-impressao-Copia-e-Digitalizacao-Ciclo-mensal-de-ate-1000-pags-Resolucao-de-digitalizacao-ate-1200-x-1200-276172.html.

Arrependimento tremendo, pois até hoje não ví a impressora. Hoje são 15/04, a impressora foi adquirida em 22/03, ou seja, quase 30 dias após a aquisição. Um navio que sai do Brasil carregado de insumos demora 20 dias pra chegar na Europa, a Impressora da HP demora mais de 30 pra chegar em sua casa. Isso mesmo, pois hoje a PONTO FRIO, loja tercerizada da HP (responsável pela venda e entrega dos produtos) me disse via chat que para que algum responsável pela entrega ficar ciente vai demorar 48 horas, e a partir daí gerará um prazo para a entrega.

Os call-center's da HP e da Ponto Frio utilizam da seguinte artimanha:

* Você liga para um 4004 qualquer, acredite eles tem vários, tive que ligar pra uns 6.
* Você tem a opção de compra por telefone nos dois, além de compra pela internet, compra na loja física, ouvidoria, etc... Só funciona o ramal COMPRA POR TELEFONE.* Ai você é atendido e fala que quer resolver um problema de entrega, e ai ele te jogam para o ramal (????), que lhe informa: para este serviço ligue para 4004 ..... (várias terminções).


NÃO COMPRE NESTA MERDA!!!
nÃO ENTREGA NOS PRAZOS APRESENTADOS, O CALL CENTER NÃO FUNCIONA PARA CLIENTES COM PRODUTOS JÁ FATURADOS, TE JOGAM PRA LÁ E PRA CÁ, EM VÁRIOS TELEFONES DIFERENTES.