NANO TATA no Brasil

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (23) no jornal La Stampa, da Itália, o presidente da Tata Motors, Ratan Tata admitiu a possibilidade de comercializar o Nano, considerado o carro mais barato do mundo (US$ 2 mil), na América Latina. De acordo com o executivo indiano, a empresa negocia acordos comerciais com a Fiat que incluem a exportação do Nano para outros setores.

“O Tata Nano vai chegar à Europa em 2011 após ser aprovado nos testes de colisão que seguiram as normas de segurança estabelecidas para a entrada do produto no mercado europeu”, destacou Tata. “Agora temos outros projetos que incluem a venda do Nano na América Latina.”

O executivo não destacou em quais países latino-americanos o carro seria comercializado. Para poder rodar no Brasil, o Nano precisaria atender a uma série de exigências de segurança da legislação brasileira (além de lobistas de mercado), o que provavelmente aumentaria seu preço.

Veículo de US$ 2 mil começou a ser entregue aos compradores. Presidente da Tata Motors deu a chave ao primeiro proprietário. O indiano Ashok Vichare recebeu nesta sexta-feira (17), em Mumbai, na Índia, o primeiro exemplar do Tata Nano, o carro mais barato do mundo, de US$ 2 mil. Emocionado, Vichare ficou descalço e fez um ritual religioso antes de entrar no carro para dar uma volta com a família pelas ruas da cidade. Ele recebeu as chaves de Ratan Tata, o presidente do Grupo Tata, em uma concessionária da marca na cidade indiana.

A Tata Motors iniciou a pré-venda do Nano em abril e escolheu os primeiros 100 compradores aleatoriamente.

O Nano conta com um minúsculo motor de 624 cilindradas com 35 cavalos de potência. Pode alcançar a velocidade máxima de 105 km/h. O fabricante do veículo, o grupo Tata Motors, espera que o carro de US$ 2 mil revolucione a indústria automobilística mundial dando oportunidade aos mais pobres.

Nissan apresenta seu primeiro carro elétrico

A montadora japonesa Nissan mostrou neste domingo (2) seu modelo de carro totalmente elétrico, o "Leaf", primeiro passo concreto para a nova estratégia de desenvolvimento de veículos "limpos". O "Leaf" foi apresentado pelo brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Nissan, na inauguração da nova sede do grupo japonês em Yokohama, periferia de Tóquio. Este automóvel médio e de desenho muito parecido ao dos veículos com motor a combustão, está equipado com uma bateria de lítio-ion que, segundo a Nissan, permite percorrer mais de 160 km sem recarga. Sua velocidade máxima é de 140 km/h.

Segundo Ghosn, o preço do "Leaf" será semelhante ao do carro comum, mas a recarga da bateria custará menos que encher o tanque com gasolina.

A Nissan prevê comecializar o modelo a partir do final de 2010 e já firmou acordos de cooperação com vários países, entre eles Israel e Dinamarca, para criar uma rede de postos de recarga de baterias. O "Leaf" inaugura "uma nova era na indústria automobilística", declarou Ghosn, afirmando que é um carro "totalmente limpo em relação ao meio ambiente, sem escapamento, motor a combustão e combustível: é apenas energia silenciosa e eficaz fornecida pelas baterias litio-ion, de nossa própria fabricação".
As baterias podem ser recarregadas em casa, na tomada, durante oito horas. Nos posto de serviço, receber 80% da carga vai exigir cerca de 30 minutos. A autonomia do carro foi calculada com base em estudos que mostram que 90% dos americanos andam menos de 160 km por dia.

A Nissan pretende lançar a médio prazo uma linha completa de veículos elétricos e aposta na demanda crescente graças às reduções fiscais concedidas para a compra de carros "limpos" e à alta nos preços do petróleo.
Mitsubishi Motors e Subaru lançaram recentemente dois pequenos carros elétricos, "iMiEV" e "Stella", mas segundo Ghosn, são projetos muito diferentes. "Não temos a mesma visão do mercado. Não vemos os carros elétricos apenas como um nicho de mercado, mas sim como um mercado de massa", que chegará a representar "mais de 5% das vendas mundiais". Toyota e Honda optaram por carros híbridos (combustão e eletricidade), que nos últimos meses tiveram boa aceitação no mercado japonês. Ghosn disse que a diferença entre o 100% elétrico e o híbrido é como "fumar um pouco e não fumar"

LIXO INGLÊS - Parte II

Parte da carga de lixo que chegou ao Brasil entre fevereiro e março deste ano de modo irregular começou a ser reconduzida à Inglaterra, país de origem, na tarde deste sábado. Em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul, 40 contêineres foram embarcados no navio MSC Oriane de bandeira panamenha, vindo de Buenos Aires. Do sul o navio segue para o Porto de Santos onde recolhe outros 41 contêineres e parte para o Porto de Felixstowe, no leste do país inglês.
O procedimento no Terminal de Contêineres (Tecon) da cidade gaúcha foi acompanhado pelo ministro do Meio Ambiente Carlos Minc. Após reunião de trabalho a portas fechadas com deputados, autoridades municipais e representantes da Superintendência do Porto de Rio Grande, Minc vai propor um reforço no controle do translado de cargas marítimas.
"Nesta terça-feira faremos uma reunião com vários ministérios para apurarmos o sistema de contêineres, identificarmos e suspendermos as vulnerabilidades de modo que situações como essas não ocorram mais", disse o ministro, enfatizando a necessidade de mudança na legislação.
"Vamos propor uma nova estrutura. Ampliar a eficácia e o controle dos portos, montando um Grupo de Ação Federal que possa contar com, além das autoridades portuárias, o Ibama e a Anvisa", disse Minc.
Outros oito contêineres pertencentes à mesma carga ainda estão em Caxias do Sul, na serra gaúcha. Eles foram abertos e os resíduos precisam ser conteinerizados e remetidos ao Porto de Rio Grande para seguirem a destinação de origem.
Ao todo foram cerca de 900 t de lixo enviadas ao Rio Grande do Sul supostamente identificadas como polímero de etileno plástico para reciclagem. Entre os resíduos estão restos de banheiros químicos, seringas, fraldas, pilhas e preservativos usados.
Segundo a assessoria do porto de Rio Grande, a embarcação, procedente da Argentina, realiza escala em Rio Grande e deve parar em Santos, onde deverá recolher outros 41 contêineres com lixo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta quinta-feira cobranças por parte de países ricos para que o Brasil preserve o meio ambiente criticando a recente exportação para o país de contêineres repletos de lixo.
Segundo Lula, a saída será mandar os dejetos de volta para a Inglaterra, de onde vieram cerca de 1.600 toneladas de lixo, incluindo seringas, camisinhas, fraldas usadas, banheiros químicos, entre outros produtos.

"Eles (países ricos), que são tão limpos e que querem despoluir tanto, mandam para cá contêineres de lixo dizendo que é para reciclar. Mas quem vai reciclar uma camisinha? Quem vai reciclar um lixo hospitalar?", disse em discurso na abertura da feira internacional de produtos orgânicos, em São Paulo.
"Só temos uma saída, que é devolver os contêineres para onde vieram. Não queremos exportar nosso lixo e não vamos importar lixo dos outros."


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Qual é o real motivo da vinda do lixo da Inglaterra ao Brasil?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Resíduos (LIXO) foram adquiridos por cinco empresas brasileiras, entre elas, uma de Bento GonçalvesToneladas de lixo doméstico estão depositadas ao ar livre no porto seco de Caxias do Sul desde meados de abril.O material, que estava dentro de oito contêineres, teria sido importado irregularmente por cinco empresas brasileiras, incluindo uma de Bento Gonçalves, e faria parte do mesmo lote que chegou ao porto de Rio Grande entre fevereiro e o final de maio, vindo do porto de Felixtowe, na Inglaterra.As autoridades não divulgaram o nome das importadoras envolvidas e também não sabem o motivo do lixo ter sido enviado ao Brasil.A Receita Federal acredita que o produto tenha sido importado de forma fraudulenta da Europa, por meio de notas fiscais que o identificavam como polímeros de etileno para reciclagem.O delegado da Receita em Caxias, Wesley Gonçalves, afirma que o órgão está fazendo investigações internas para decidir as medidas a tomar. Em Rio Grande, a Receita, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ministério Público Federal e a Agência Nacional de Vigilância Ambiental (Anvisa) trabalham para solucionar o caso e obrigar os importadores a devolver o produto à Inglaterra. Além disso, as investigações devem apontar qual o motivo da vinda do lixo ao país e se as importadoras recebiam algum benefício na transação.

Ao que parece Rio Grande do Sul e São Paulo entraram na última sexta-feira (26/06) para a história do tráfico de lixo internacional. A famigerada máfia do lixo internacional enviou para o Brasil o total de 64 contêineres carregados com cerca de 1.200 toneladas de lixo industrial, tóxico e domiciliar. Os destinos no Brasil: Porto de Rio Grande (RS) e Porto de Santos (SP). Dos 64 containeres o total de 40 foram retidos em Rio Grande (RS), 8 foram barrados na estação aduaneira de Caxias do Sul (RS) e 16 no porto de Santos (SP).

Os contêineres chegaram ao Brasil na última semana, mas só foram abertos na segunda. Uma equipe do Ibama foi até o local para verificar a carga, e levou um susto quando as portas foram abertas. “Isso é um desrespeito com o nosso país, nós não somos o lixão do mundo”, disse uma fiscal. O lixo doméstico dos ingleses passou por vários países antes de chegar ao Brasil. No Porto de Santos, foram 16 contêineres com 290 toneladas de lixo. Em uma primeira vistoria, os fiscais do Ibama encontraram resíduos de alimentos, cabos de computador, travesseiros molhados e muitas embalagens sujas de produtos de limpeza.

“Nós recebemos uma denúncia do Porto de Rio Grande, porque existia uma carga similar, até mais do que aqui. Então eles pediram para nós verificarmos essa carga da mesma empresa. É um absurdo, um desrespeito com o Brasil”, conta Ingrid Oberg, chefe regional do Ibama. A empresa importadora e a transportadora foram notificadas. Cada uma terá que pagar R$ 155 mil de multa. O Ibama ainda deu um prazo de 10 dias para que essas empresas devolvam o lixo ao país de origem.
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, fiscais da Receita Federal encontraram 750 toneladas de lixo no
Porto de Rio Grande. O material também foi trazido por navios da Inglaterra e teria sido enviado no lugar de produtos importados por uma empresa gaúcha. Dentro dos contêineres trazidos ao Brasil pelos ingleses estavam toneladas de plástico, papel e vidro, além de seringas e preservativos. Um dos reservatórios levava brinquedos, com bilhetes informando: “Entregue estes brinquedos para as crianças pobres do Brasil. Lavar antes de usar”.

Trabalham no caso a Receita Federal, o Ministério Público Federal, a Anvisa e o Ibama. Para o procurador da República Júlio Carlos Castro Jr., ainda é cedo para estabelecer que tipo de penalidade criminal devem sofrer os transgressores. "Estamos analisando a documentação. Se as autoridades alfandegárias desses países realmente foram iludidas sobre o conteúdo da carga, é para lá que esse lixo deve retornar. O Brasil não pode se tornar um receptáculo de lixo de outras nações"!

O Ministério do Meio Ambiente informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que encaminhará nos próximos dias uma série de recomendações ao Itamaraty sobre como abordar as autoridades britânicas sobre esse tema.
As recomendações terão como base a Convenção de Basileia, da qual tanto o Brasil como o Reino Unido são signatários e que desde 1992 regulamenta a movimentação de resíduos perigosos através de fronteiras.
O presidente do Ibama prometeu, além disso, aumentar o rigor na fiscalização dos carregamentos e criticou as empresas envolvidas na irregularidade, cujos nomes permanecem sob sigilo.
"Isso não é empresa, é um bando de urubu", afirmou.
O Ibama chegou a multar as empresas que importaram e transportaram o material.
Messias afirmou estar consultando o Ministério das Relações Exteriores sobre que medidas podem ser tomadas contra a empresa inglesa que exportou o material ao Brasil.
CARGAS INGLESAS
O presidente do Ibama disse que não há motivos para discriminar as cargas vindas da Inglaterra a partir de agora, mas demonstrou desapontamento com os britânicos.
"Temos que averiguar todas as hipóteses, porque esse tipo de carga pode vir de qualquer país. Mas o que a gente acha é que é uma vergonha que essa carga venha da Inglaterra."
O auditor Rolf Abel, chefe substituto da seção de Vigilância e Controle Aduaneiro da Receita Federal no porto de Rio Grande, tem uma opinião parecida.
"Não diria que todo contêiner que vem da Inglaterra é lixo. Mas pelo menos aqueles que chegarem com essa descrição (polímero de etileno para reciclagem) com certeza terão um tratamento mais rigoroso a partir de agora."
Em nota, a embaixada britânica se disse contrária ao comércio ilegal de lixo e informou que adotará medidas imediatas caso se comprove o delito.
"Caso seja comprovado que uma empresa violou os controles rigorosos na exportação de lixo estabelecidos na Convenção de Basileia, ratificada pelo Reino Unido, as autoridades britânicas não hesitarão em agir", informou a nota.
"O Reino Unido é um dos países líderes na proteção do meio ambiente e da saúde humana, e fará todo o possível para eliminar o comércio ilegal de lixo", afirmou a embaixada. (PIADA!!!)

LIxão na Bahia é coisa do século XXI.

Catadores e urubus disputam o lixo em um local onde deveria funcionar um aterro sanitário em Barreiras (BA). Os animais querem os restos de comida e os trabalhadores buscam o material que pode ser reciclado.
Sem luvas e sem as mínimas condições de trabalho, os catadores se arriscam em meio ao lixo hospitalar, que está misturado ao lixo comum. Seringas e outros materiais também são facilmente encontrados no local.


O trabalhador Antônio de Souza já sofreu ao mexer por engano no lixo hospitalar. “Quando a agulha entrou na minha mão, dois dedos meus ficaram parecendo duas bombas”.
Além disso, as tubulações para que o gás Metano, que sai do lixo, tenha vazão não existe. “O chorume é altamente tóxico. Tem um potencial muito grande para transmissão de doenças”, explica a gestora ambiental Luciana Moraes. No total, 39 pessoas trabalham separando o lixo no local. Elas são obrigadas a dormir no próprio lixão e só voltam para casa a cada quinze dias. “A gente é obrigado a dormir aqui porque não tem o transporte para ir embora”, revela Antônio da Silva. Outro lado
Segundo o secretário da Infraestrutura de Barreiras, José Alves, a prefeitura está fazendo um estudo para a mudança do local do aterro sanitário e a possível instalação de uma usina de beneficiamento e reciclagem do lixo. Com relação ao material de segurança como luvas e máscaras, o secretário informou que eles são fornecidos, mas que há dificuldade para que os catadores utilizem esse material.

Campanha para termos Internet na Tomada elétrica

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Após a Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, regulamentar a internet banda larga pela rede elétrica, as concessionárias de energia elétrica do País estão realizando estudos para definir a aplicabilidade do produto. Na Bahia, a Coelba, informou através da assessoria de imprensa que criou um grupo para estudar a minuta de resolução publicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, e definir a contribuição da concessionária a ser apresentada na Audiência Pública marcada pela Agência para o dia 13 de maio. "Em razão de se tratar da prestação de um novo tipo de serviço, apenas após avaliação da regulamentação final, a ser publicada pela Aneel, a Coelba deverá se posicionar sobre este assunto", diz a nota.

O sistema que permitirá que o usuário acesse internet ao plugar o modem na tomada de sua residência se chama Broadband Powerline, BPL. Com a nova tecnologia, a conexão passa a ser injetada vinda de um cabo de fibra óptica na rede elétrica. A Eletropaulo, concessionária paulista, já havia anunciado em novembro do ano passado que estaria oferecendo o serviço em caráter experimental. A concessionária paulista informou através da imprensa que os equipamentos que unem o sinal da fibra óptica à rede elétrica podem ser colocados nos postes de rua ou diretamente nos medidores dos prédios.

Ainda de acordo com a Anatel, a agência tomou as precauções necessárias para evitar que o compartilhamento da rede de cabos provoque interferência negativa no fornecimento de energia ou na velocidade da conexão da internet. Havia o risco, por exemplo, de ao ligar um liquidificador a velocidade da conexão cair. A Anatel divulgou nota informando que foi estabelecida a obrigatoriedade da utilização de filtros "capazes de atenuar as radiações indesejadas e os sistemas deverão dispor de mecanismo que possibilite o desligamento remoto, a partir de uma central de controle, da unidade causadora de interferência prejudicial, caso outra técnica para sua atenuação não alcance o resultado esperado".

A BELKIN, empresa norte-americana fabricante de suprimentos de informática, acaba de lançar no mercado novos adaptadores de rede usando rede elétrica capazes de alcançar velocidades próximas a inacreditáveis 1000 Mbps, o kit que inclui 02 adaptadores sai por US$ 149,99 no site da empresa, com esse kit pode-se por exemplo linterligar o computador da sala com o do quarto sem a necessidade de novo cabeamento e a velocidades bem maiores que os 100 Mbps das plcas de rede ou 54 Mbps dos roteadores wireless mais comuns do mercado e com preços similares ao KIT BELKIN. Site da Belkin: www.belkin.com

Eletricidade Solar/Térmica gerada no Saara

Aproveitar a luz solar no maior deserto do mundo é uma ideia antiga, tão simples quanto cara, mas que pode estar perto de se tornar realidade.
No dia 13 de julho a Munich Re, maior empresa de resseguro do mundo, convidou 20 grandes companhias para formar um consórcio chamado Desertec, cujo objetivo é gerar energia solar na África e na Arábia Saudita e trasmiti-la para a Europa. Entre as convidadas estão a Siemens, o Deutsche Bank e as empresas de energia RWE e E. ON, todas alemãs.
A ideia é usar o sistema solar térmico para produzir energia. Por meio deste sistema, a luz do sol é refletida por placas de metal e focalizada em caldeiras a fim de produzir vapor, que por sua vez irá movimentar as turbinas de onde sairá a eletricidade. Um esquema de armazenamento de calor permite que as turbinas se mantenham em funcionamento mesmo durante a noite.
Caso tudo saia como o esperado, serão investidos € 400 bilhões (US$ 560 bilhões) nos próximos 40 anos para construir estações de energia solar térmica para atender 15% da demanda europeia em 2050.

Tata prepara a entrega das primeiras unidades do Nano

terça-feira, 14 de julho de 2009

As primeiras unidades do Tata Nano, o carro mais barato do mundo, já estão prontas para rodar pelas ruas e estradas da Índia. Nesta terça-feira (14), vários exemplares do veículo compacto de US$ 2 mil desembarcaram no porto de Hyderabad. Os primeiros carros serão entregues ainda este mês.

Por causa da restrição na produção, a venda do Nano foi feita de 9 a 25 de abril. Os primeiros 100 mil carros serão entregues aleatoriamente até o final do ano.

De acordo com a montadora indiana, o volume de vendas representa 25 bilhões de rúpias (US$ 512,6 milhões). O Nano conta com um minúsculo motor de 624 cilindradas com 35 cavalos de potência. Pode alcançar a velocidade máxima de 105 km/h. O fabricante do veículo, o grupo Tata Motors, espera que o carro de R$ 3.500,00 revolucione a indústria automobilística mundial dando oportunidade aos mais pobres de adquirir um veículo próprio.

O dono da Tata Motors anunciou nesta segunda-feira (8) que vai vender o Tata Nano, o carro mais barato do mundo, nos Estados Unidos a partir de 2011. Segundo o indiano Ratan Tata, proprietário da empresa, o modelo vai custar a partir de US$ 2.300 na versão mais barata, equipada com motor de 624 cc e 35 cv de potência. De acordo com a fabricante, o carro pode fazer 23,6 km com um litro de gasolina.
Para quem quiser um carro mais equipado, a Tata vai ofercer acessórios como ar condicionado, freios ABS, faróis de neblina e trio elétrico.
Também em 2011 a Tata pretende iniciar as vendas de um modelo um pouco maior do Nano especialmente desenvolvido para o mercado da Europa.

Brasil defende quebra de patente ambiental

O Brasil quer que o acordo climático a ser concluído até o fim do ano permita que países emergentes possam quebrar patentes de tecnologias ambientais e que um fundo seja estabelecido para financiar o acesso a esses equipamentos. Mas países ricos e multinacionais deixaram claro que são contrários à inclusão desse assunto no pacote ambiental e acusam os autores da proposta de “oportunistas”. O Brasil também mandou um recado aos países ricos: o G-8 não é o fórum de negociações para o acordo climático.
Na semana passada, o G-8 não chegou a uma conclusão sobre o que cada governo deverá fazer em termos de cortes de emissões de CO2, gerando preocupações de que o acordo, previsto para estar concluído em Copenhague, em dezembro, possa fracassar. O único ponto de entendimento se refere ao limite de 2°C que os países estabeleceram como o teto para o aquecimento global até 2050 em comparação aos níveis pré-industriais. “O Brasil já tinha aceitado isso. Precisa ficar claro que o G-8 é apenas um fórum de discussão, não de negociação”, diz Haroldo Machado Filho, assessor especial do Brasil para o Painel Interministerial de Mudança do Clima (IPCC).
Machado Filho confirmou que o Brasil e outros emergentes vão colocar como questão central no pacote o acesso a tecnologias e propriedade intelectual. Tecnologias como painéis solares, filtros e outros equipamentos para monitoramento de desmatamento são vistos como uma das formas mais eficientes para permitir que países possam se adaptar aos impactos das mudanças climáticas. Na avaliação do Brasil, mitigar o impacto já não é mais suficiente e a solução será adaptar às novas realidades.
O problema, segundo o Brasil, é que maior parte dessa tecnologia está patenteada e as futuras criações também estarão na mão de empresas. Machado Filho insiste que até hoje pouca transferência de tecnologia ocorreu entre países ricos e pobres. O diretor da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Francis Gurry, rejeitou a declaração brasileira. “A maior parte da tecnologia não é patenteada. E a transferência está ocorrendo exatamente nos produtos já patenteados”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo